Palavra de vida › 03/03/2018

Palavra de Vida – Março de 2018

“Jesus (crucificado) ao ver sua mãe e ao lado dela o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho.” Depois disse ao Discípulo: “Eis a tua mãe“. A partir daquela hora o discípulo a acolheu no que era seu.” (Jo 19, 26-27)

Enquanto Jesus crucificado na 6a feira santa, suspenso entre o céu e a terra, sofria a sua agonia mortal de aproximadamente três horas, do meio dia às três horas da tarde, estava consciente. Os Evangelhos guardam as sete últimas palavras deJesus agonizante.

Uma dessas Palavras é a que Ele dirigiu à sua mãe e ao discípulo amado. À mãe ele disse: “Mulher eis aí o teu filho”. E ao discípulo amado, “Eis a tua mãe”.

O que Jesus tinha de seu para deixar e recomendar a alguém? Jesus quis deixar em testamento a sua Mãe. Então, confiou a sua mãe aos cuidados do seu “discípulo amado” João. Foi um testamento a céu aberto. Maria, a Mãe de Jesus, estava de pé ao pé da cruz na qual Jesus agonizava. O discípulo amado, João, também estava ali, de pé ao pé da cruz. Algumas outras pessoas, ligadas a Nossa Senhora e a Jesus, ali estavam, em virtude da sua fé solidária e corajosa e do seu amor que se tomara incondicional. Entre elas estava uma irmã de sua mãe, Maria de Cléofas. Estava também Maria Madalena. Outras vieram chegando ao final, quando Jesus disse: “’Está consumado’. E, inclinando a cabeça, entregou o espirito” (Jo 19, 30).

Já então haviam chegado também José de Arimateia e Nicodemos que ajudaram a tirar o corpo de Jesus, sem vida, da cruz e a sepultá-lo num sepulcro novo, cavado numa rocha, dentro de um jardim, perto do Calvário (Jo 29, 38-41)

“Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19, 26)

“Filho, eis a tua mãe” (Jo 19, 26)

Quantas vezes Maria havia recebido em sua casa, em seu lar de Nazaré, os companheiros e discípulos de Jesus! Mas na hora da grande provação, qual dos discípulos estava junto a Nossa Senhora para confortá-la ao pé da Cruz? João estava lá arriscando a própria vida. Jesus confiou em João, o discípulo amado, para ser o “guarda protetor” da sua mãe. “Filho eis aí a tu mãe!”. Nossa Senhora o reconheceu nesta missão e o acompanhou. “A partir daquela hora o discípulo a acolheu no que era seu” (Jo 19, 27). O discípulo João levou a Mãe de Jesus para a sua casa.

Façamos nós o mesmo! Vivamos, como João, o discípulo amado, a Quaresma e a Pascoa: a nossa vocação e missão com Maria, a mãe de Jesus!

Padre Pedro Adolino Martendal
Diretor espiritual

 

 

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