Palavra de vida › 05/12/2017

Palavra de Vida – dezembro de 2017 / janeiro de 2018

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

Quem fala assim é Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus. Fazer a vontade do Pai não é, para Jesus, apenas um dever moral. É o seu alimento. Jesus continua a nutrir-se com os desígnios do Pai. Fazer a vontade do Pai é o seu alimento. É a sua missão.

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

No monte das Oliveiras, 5a feira santa à noite, depois de ter celebrado e instituído a Sagrada Eucaristia, “Jesus saiu e, como de costume, foi para o monte das Oliveiras. Os discípulos o acompanharam. Chegando ao lugar, Jesus lhes disse: ‘Orai para não cairdes em tentação’. Então afastou-se dali, à distância de um arremesso de pedra, e, de joelhos, começou a orar. ‘Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!’ Apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. Entrando em agonia, Jesus orava com mais insistência. Seu suor tornou-se como gotas de sangue que caíam no chão. Levantando-se da oração, Jesus foi para junto dos discípulos e encontrou-os dormindo, de tanta tristeza. E perguntou-lhes: ‘Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para não cairdes em tentação’.” (Lc 22, 39-46).

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

Esta resposta de Jesus ao Pai para permanecer fiel à sua vontade teve muitas consequências além dos sofrimentos descritos por São Lucas na oração de Jesus no monte das Oliveiras e no que seguiu durante a noite no pretório de Pilatos. Porque Jesus ficou fiel à vontade do Pai, aconteceu e continua acontecendo a salvação da humanidade.

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

Permanecer na vontade do Pai e fazer dela o nosso alimento é a garantia de nossa santificação e salvação. É também a garantia para a santificação e salvação de muitos outros que nos conhecem e nos observam.

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

Assim foi com Nossa Senhora quando ela respondeu “sim” ao chamado de Deus para ser a mãe do Salvador: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1, 38). O nosso Sim a Deus atrai as graças e os dons de Deus para cumprirmos a nossa missão.

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

Os Santos e as Santas de todos os tempos fizeram a experiência da fecundidade do seu acordo a vontade de Deus. O Pólen deve a sua perseverança ao ideal da unidade, à maturidade espiritual de muitos dos seus membros, ao sim renovado nos retiros espirituais, à Palavra de Deus. Certamente, a fuga da vontade de Deus custou também o alto preço pela desistência e a falta de perseverança.

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

Nos próximos dias, Jesus vai passar entre nós, manifestando a vontade de Deus para as diferentes missões no nosso Movimento e nos apelos do nosso Arcebispo para que vivamos este ano de 2018 como um Ano Vocacional e que, concretamente em cada um dos nossos encontros rezemos uma dezena do Rosário pedindo a Jesus por Nossa Senhora, que chame muitos jovens para o sacerdócio, a vida religiosa consagrada, a vida missionária e para todos os ministérios dos leigos e das leigas na Igreja e, então, também nós vamos dizer como Jesus:

“O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra” (Jo 4, 34)

Pe. Pedro Adolino Martendal
Diretor Espiritual

 

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